O hantavírus voltou aos holofotes após relatos sobre um surto ligado à variante andina, a única conhecida com transmissão entre pessoas. No Porto de Granadilla, nas Ilhas Canárias, circularam preocupações com a chegada do navio de cruzeiro MV Hondius.
Segundo especialistas, a infecção inicial ainda é zoonótica, com o rato como reservatório principal. Na variante andina, o principal vetor é o rato-do-arroz-pigmeu-de-cauda-longa, comum em florestas do Chile e da Argentina.
Existem sorologias positivas em outras espécies de roedores sul-americanos, mas esses casos são isolados. A comunicação pública tem destacado o papel do rato como fonte inicial e a transmissão entre humanos permanece rara.
Reservatório viral e o que isso significa
Um reservatório viral é o organismo que abriga o vírus sem adoecê-lo, mantendo o patógeno na natureza. A partir dele, a infecção pode passar para humanos por meio de contato com roedores ou suas fezes, urina ou saliva.
Em situações de surto, o monitoramento de roedores ajuda a entender a dinâmica da doença. A comunicação de autoridades de saúde reforça a necessidade de vigilância ambiental, higiene e controle de roedores em áreas urbanas e rurais.
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