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OMS alerta avanço global de sachês de nicotina e risco para jovens

OMS alerta avanço global de sachês de nicotina, com risco acentuado para jovens e lacunas regulatórias que exigem medidas rápidas

Latinhas de sachês de nicotina vendidos nos EUA
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A OMS alertou sobre a rápida expansão global dos sachês de nicotina, ressaltando que jovens têm sido alvo de promoções agressivas. O relatório aponta lacunas regulatórias em muitos países e destaca riscos à saúde pública.

Segundo a organização, o mercado de sachês cresceu rapidamente, com mais de 23 bilhões de unidades vendidas em 2024. O valor global do setor ficou estimado em quase 7 bilhões de dólares em 2025.

O alerta coincide com a atuação de agências nacionais, como a Anvisa, que avalia manter ou ampliar restrições ao produto no Brasil. A venda, porém, ocorre ainda por meio de redes sociais e comércio informal.

A OMS afirma que nicotina é altamente viciante e representa riscos para crianças, adolescentes e jovens adultos. A exposição precoce pode prejudicar atenção, aprendizado e aumentar a dependência.

Entre as estratégias da indústria, estão embalagens discretas, sabores doces, uso de influenciadores e forte presença online. As embalagens às vezes imitam doces, elevando risco de ingestão por crianças.

Contexto regulatório global

O relatório aponta que cerca de 160 países não possuem regulamentação específica sobre sachês de nicotina. Outros 16 proibem a venda, e 32 adotam controles como restrições de venda a menores.

Impactos sobre jovens e medidas sugeridas

Organização ressalta que o público jovem é alvo de táticas enganosas para criar dependência. Medidas recomendadas incluem proibição de sabores, veto à publicidade e regras estritas de venda a menores.

Desdobramentos no Brasil

A Anvisa monitora o cenário nacional, avaliando se mantém o veto atual ou abre caminho para regulamentação. A agência também observa o uso dessas centenas de produtos em canais não formais de comércio.

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