O Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, ligado à NOAA, elevou a probabilidade de formação de El Niño entre maio e julho para 82%. Até o fim do ano, a chance chega a 98%, segundo o novo boletim divulgado na quinta-feira, 14. Alguns especialistas já falam em super El Niño.
A projeção indica que o fenômeno se consolidará de forma robusta a partir do segundo semestre. Em comparação com abril, quando a probabilidade para este trimestre era 61%, houve aumento significativo na estimativa.
Entre agosto e dezembro, a probabilidade de El Niño fica próxima de 98%, o que praticamente afasta a neutralidade climática ou o retorno de La Niña nesse período. A chance de persistência até fevereiro de 2027 é estimada em 96%.
Impactos e cenário esperado
Os impactos devem ser sentidos ainda neste outono e neste inverno, com maior intensidade na primavera e no começo do verão. O El Niño eleva temperaturas médias globais ao aumentar o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial.
O fenômeno ocorre quando há aquecimento de pelo menos 0,5ºC nas águas da região, costuma durar de um a sete anos e tende a intensificar eventos climáticos extremos. A influência humana no clima global pode ampliar esses efeitos.
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