Painéis solares verticais instalados em um lago apresentaram geração de energia mais alta pela manhã e no fim da tarde, horários de maior demanda urbana e industrial. A configuração desafia o padrão dos sistemas inclinados, que costumam alcançar pico no meio-dia.
Diferentemente dos painéis convencionais, os verticais ficam a 90 graus do solo. Módulos bifaciais captam luz em ambas as faces: leste pela manhã e oeste à tarde, gerando dois picos separados pelo período de meio-dia.
Por que o pico ao meio-dia não é ideal? O consumo real é menor nesse intervalo, quando residências estão vazias e fábricas ainda acordando. A geração concentrada nesse período pode sobrecarregar redes elétricas e exigir redistribuição.
Quando a demanda de energia dispara? Entre 7h e 9h, e entre 17h e 20h. Nesses horários o sol incide de modo quase perpendicular sobre estruturas verticais, favorecendo a produção com menos energia residual.
Estudos da Universidade de Ciências Aplicadas de Leipzig indicam potencial de ampliar capacidade instalada na Alemanha, alinhando geração aos horários de pico. Simulações apontam salto de 58 para até 400 gigawatts por ano.
Entre as vantagens práticas, o desdobramento agrovoltaico permite sombra parcial para culturas, sem comprometer a colheita. Também há menor ocupação de áreas e melhor desempenho no inverno, com manutenção facilitada.
Quanto custa comparar aos modelos tradicionais? Módulos bifaciais costumam custar 10% a 20% a mais, mas a maior geração diária pode reduzir o retorno do investimento ao longo do tempo.
No Brasil, o perfil de consumo soma picos matinais e vespertinos semelhantes aos observados no exterior, o que torna a tecnologia compatível com a rede local. A queda de preços globais favorece a viabilidade econômica.
A adoção de painéis verticais pode ampliar opções de geração em ambientes residenciais e rurais, conectando produção a horários de maior demanda sem ocupar terras adicionais. Pesquisas continuam para avaliar impactos locais.
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