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Cidade brasileira atrai turismo científico por fenômeno único

Domo de Vargeão, cratera de basalto com doze quilômetros de diâmetro, atrai pesquisadores internacionais, fortalecendo turismo científico e museu da cidade

Vargeão (SC) possui uma cratera rara provocada por um meteorito. (Foto: Vagner Silva/Prefeitura de Vargeão)
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Uma cidade de pouco mais de 3,7 mil habitantes, no oeste de Santa Catarina, ganhou notoriedade internacional pela cratera criada pelo impacto de um meteorito há cerca de 80 a 100 milhões de anos. O Domo de Vargeão, com 12 quilômetros de diâmetro, é a única estrutura do tipo no estado e atrai pesquisadores de diversas partes do mundo.

A cratera foi reconhecida por pesquisadores nacionais na década de 1980, após uma investigação que rejeitou a hipótese vulcânica. O geólogo Álvaro Penteado Crosta, da Unicamp, reforçou que se trata de uma cratera meteorítica, com impactos de alta energia que deixaram marcas permanentes nas rochas.

O que torna o Domo singular envolve também o tipo de rocha onde se formou: basalto. Existem poucas crateras formadas nesse contexto, o que aproxima o estudo a ocorrências na Lua e em Marte. Em Vargeão, o basalto foi temporariamente removido, revelando arenito do Aquífero Guarani na superfície.

Domo de Vargeão expõe rochas raras e funciona como laboratório natural para comparações com dados lunares e marcianos, segundo Crosta. A presença de arenito na superfície, raro em crateras de basalto, amplia o interesse científico da área para estudos de impacto.

Cientistas de várias nacionalidades visitaram o município ao longo dos anos, incluindo equipes da Nasa que realizaram análises em diferentes ocasiões. Em 2026, uma equipe italiana coletou amostras do solo para comparação com o regolito da Lua, demonstrando similaridade entre os materiais.

A prefeitura planeja ampliar o potencial científico com a modernização do museu local, adotando recursos de visualização 3D e atividades interativas voltadas a jovens e estudantes. A inauguração do novo espaço está prevista para julho ou agosto deste ano, segundo o consultor científico envolvido.

Além das ações culturais, a cidade trabalha para oficializar o título de capital catarinense do meteorito em tramitação na Assembleia Legislativa. O projeto de lei busca reconhecimento institucional, ao mesmo tempo em que 16 empreendedores recebem orientação para desenvolver hospedagem, alimentação e roteiros turísticos na região.

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