A Organização Mundial da Saúde confirmou que onze pessoas a bordo do cruzeiro MV Hondius, que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde no início de abril, foram infectadas por hantavírus. Dentre elas, oito apresentaram a cepa Andes (ANDV). Três mortes foram registradas, elevando a preocupação, mas sem indicar grande risco pandêmico.
A hantavirose costuma ser transmitida pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores. No caso da cepa Andes, a transmissão entre humanos pode ocorrer em situações específicas, sobretudo em ambientes fechados com contato próximo e prolongado. A OMS aponta que o risco para a população geral continua baixo.
Transmissão entre pessoas é rara
A transmissão interpessoal ocorre apenas em casos específicos da cepa Andes, e não representa disseminação ampla. Especialistas destacam que a dinâmica é diferente da covid-19, com foco ambiental, não em circulação de pessoas entre si.
Sintomas e primeiros sinais
Inicialmente, os sintomas são parecidos com outras infecções virais: febre, dores musculares, dor de cabeça, mal-estar e cansaço. Com o tempo podem surgir falta de ar, tosse e queda da pressão arterial, exigindo internação em UTI em casos graves. Procure atendimento se houver sintomas respiratórios após exposição de risco.
Como prevenir
As medidas preventivas mantêm o controle de roedores e excrementos: limpar ambientes com cuidado, armazenar alimentos em recipientes fechados e vedar frestas. Ao detectar infestação, evitar varrer seco para não levantar partículas. Trabalhadores rurais devem manter vigilância ambiental e buscar atendimento rápido.
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