O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso do Brasil com o controle público sobre terras e minerais raros, dizendo que não há preferência por nenhum país. A declaração ocorreu durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron no Sirius.
Lula afirmou que o Brasil busca ampliar investimentos em reservas para facilitar acordos com parceiros internacionais, mantendo a soberania. O objetivo, segundo ele, é que a exploração ocorra dentro do país, sem abrir mão da autonomia nacional.
O tom foi visto em meio à disputa entre EUA e China por terras raras, com o Brasil buscando equilíbrio em parcerias estratégicas. O governante ressaltou que o capital estrangeiro pode atuar, desde que respeite a soberania brasileira.
O presidente destacou que o Brasil não veta a ninguém, desde que haja entendimento de que os minerais são nacionais. Ele citou várias nacionalidades como potenciais parceiras, incluindo chineses, alemães, franceses, japoneses e americanos.
Apesar da ênfase na soberania, Lula disse que o Brasil pode explorar as terras críticas internamente, contando com ciência e tecnologia nacionais. Em meio a críticas, o governo busca diversificar parcerias sem perder o controle estratégico.
Planos e dados sobre terras raras
Segundo dados oficiais, o Brasil responde por 23% das reservas mundiais de terras raras, ficando atrás da China, com 49%. Em 2010, a China chegou a ocupar 95% da participação global. O país tem, porém, participação de cerca de 1% no mercado atual, segundo o Ministério da Ciência.
Pesquisadores defendem maiores investimentos em ciência e tecnologia voltados ao setor, para elevar a participação brasileira em cadeias produtivas de alta tecnologia. A aposta é no desenvolvimento nacional de capacidade produtiva e inovação.
Partículas Sirius
Lula participou da inauguração de quatro linhas de luz síncrotron no Sirius, acelerador de partículas ligado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. As novas linhas visam ampliar pesquisas em saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
O Sirius funciona como um supermicroscópio capaz de analisar estruturas em escala atômica, fortalecendo a pesquisa brasileira. Também foi anunciada a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, voltado a tecnologias para o SUS.
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