O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou um aporte de US$ 2 bilhões a empresas norte-americanas de computação quântica. Metade do montante será destinada à IBM, para acelerar o desenvolvimento de supercomputadores baseados em mecânica quântica.
A IBM informou que investirá US$ 1 bilhão na empresa Anderson, criada para conduzir pesquisas no setor. O objetivo é ampliar a capacidade de fabricação de wafers quânticos, componentes centrais dos chips quânticos.
A medida faz parte de um pacote de incentivos que também beneficia empresas menores, como D-Wave Quantum e Rigetti Computing, com até US$ 100 milhões cada, em troca de participação acionária. O fundo total segue a Lei CHIPS e Ciência.
O governo espera que o impulso estimule o avanço da computação quântica nos EUA, com projeções de valor econômico significativo até 2040. A IBM estima impacto de até US$ 850 bilhões nesse período.
Especialistas destacam que a computação quântica pode transformar setores como automotivo, químico, finanças e ciências da vida, ampliando aplicações em pesquisa, desenvolvimento e serviços.
Algumas empresas participantes, como D-Wave e Rigetti, afirmam que o investimento pode acelerar o crescimento e levar a avanços em serviços de computação quântica de escala comercial, com maior disponibilidade de hardware.
Os fundos serão distribuídos conforme a Lei CHIPS e Ciência, com nove empresas beneficiadas, segundo fontes consultadas pelo Wall Street Journal. O anúncio ocorreu na quinta-feira, 21 de maio.
Howard Lutnick, secretário de Comércio, ressaltou que os investimentos consolidam a liderança norte-americana em inovação quântica, destacando o papel do governo no avanço tecnológico.
A notícia reforça o ritmo de investimento privado e público em computação quântica, consolidationando a posição dos EUA na corrida global, com foco na viabilização prática de aplicações industriais.
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