O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola afirma que o cérebro pode apresentar recuperação parcial após o consumo de álcool, principalmente com a interrupção precoce de ingestões excessivas. O tema foi pautado a partir de estudo divulgado pela Fiocruz em 2024, que aponta o álcool como problema de saúde pública no Brasil.
Segundo o médico, em casos leves e ocasionais, muitos efeitos agudos desaparecem em horas ou dias, conforme o metabolismo do álcool. Ele lembra que a recuperação é mais rápida quando o consumo é interrompido cedo e a intoxicação não é repetida.
Especialista em patologias vasculares do sistema nervoso central, Espíndola alerta que a recuperação tende a exigir semanas, meses ou até anos em consumidores frequentes ou de grandes quantidades. Pesquisas citadas apontam benefícios de abstinência prolongada.
O clínico afirma que, mesmo com melhora clínica, alguns danos podem persistir no cérebro em cenários de consumo crônico intenso. Deficiências nutricionais, lesão hepática avançada e múltiplas intoxicações elevam o risco de sequelas, inclusive associadas a AVC.
Do ponto de vista endovascular, a recomendação é evitar padrões de consumo excessivo e reconhecer que não existe uma quantidade de álcool isenta de risco para o cérebro. A mensagem é de prevenção e monitoramento constante.
Em síntese, especialistas destacam que sono e clareza mental melhoram com a abstinência em semanas, com recuperação cognitiva gradual ao longo de meses. Parte do volume cerebral pode se recuperar com abstinência prolongada.
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