O programa espacial soviético deixou marcas profundas ao longo da corrida espacial. Luna 2 chegou à Lua em 14 de setembro de 1959 como impactador, não pousando, mas distribuindo 144 peças com a inscrição CCCP após a colisão. Antes disso, mediu radiação crucial para futuras missões.
Em 1966, a Luna 9 realizou o primeiro pouso controlado na superfície lunar, no Oceanus Procellarum. Ela transmitiu as primeiras fotos diretas da superfície lunar, marco de destaque para o esforço russo.
O falhar do projeto, a morte de Sergei Korolev em 1966 e as falhas do foguete N1 derrubaram o impulso. Ainda assim, a exploração continuou com Lunokhod 1, o primeiro rover a chegar à Lua em 1970, funcionando por dez meses e percorrendo cerca de 10 km.
Avanços com Lunokhod e fim de uma era
Lunokhod 2 chegou em 1973, ampliando o desempenho. O programa lunar russo encerrou-se em 1976 com a Luna 24. Em 2023 houve retomada com Luna 25, que alcançou a órbita lunar, mas não pôde aterrissar; a próxima missão está prevista para 2028, a Luna 26.
Os soviéticos também abriram caminho em Vênus, tornando-se os primeiros e únicos a pousar sondas no planeta. Foram 18 sondas lançadas, em missões Venera e Vega. Venera 7, em 1970, foi a primeira a sobreviver ao pouso.
Venera 9, em 1975, foi além: forneceu as primeiras imagens capturadas da superfície venusiana, revelando um terreno extremamente hostil com temperaturas altas e pressão atmosférica esmagadora. Esses marcos destacam o pioneirismo soviético na exploração de Vênus.
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