A Colossal Biosciences anunciou que pintinhos saudáveis nasceram de um ovo artificial criado em seu laboratório de Dallas, no Texas. A empresa afirma que a etapa é crucial para o plano de ressuscitar o moa-gigante-da-ilha-sul, ave extinta há cerca de 500 anos.
A companhia, dedicada à desextinção, diz que a nova geração de filhotes é resultado da incubação em sua plataforma de ovo artificial. A membrana de silicone na estrutura imita a troca gasosa da casca, permitindo respiração e desenvolvimento normais.
Segundo a Colossal, 26 pintinhos foram chocados e estão sob monitoramento. A empresa descreve o sistema como capaz de manter condições estáveis de temperatura, umidade e fornecimento de cálcio conforme o embrião cresce.
O moa era uma ave gigante, não voadora, com altura de até 3,6 metros. O parentesco vivo mais próximo hoje é o emu, da Austrália. O objetivo é reconstruir o genoma do moa a partir de DNA antigo e inserir traços em uma espécie viva relacionada.
A empresa sustenta que o ovo artificial facilita o manejo de aves de grande porte, inviabilizando abordagens tradicionais de barriga de aluguel. O trabalho atual foca no sequenciamento do genoma do moa, para mapear características-chave.
Para avançar, é essencial reconstruir o genoma do moa a partir de DNA antigo. A Colossal indica que já identificou várias fontes de DNA antigo, incluindo amostras do moa-gigante-da-ilha-sul, usadas para guiar os próximos passos.
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