O farol de Alexandria foi a referência náutica dominante por séculos, orientando navios no mar Mediterrâneo. Construído na antiguidade, tornou-se símbolo de engenharia e dinamismo comercial. O monumento desapareceu no mar após uma série de terremotos.
Arquitetos da época idealizaram um sistema de sinalização no topo de uma estrutura de três andares. Uma fogueira alimentava a luz à noite, enquanto um grande espelho côncavo refletia o feixe de sol durante o dia, levando orientação a centenas de quilômetros.
O farol, estimado em mais de 100 metros, sustentava-se sobre blocos de granito e calcário erguidos com rampas espirais. A torre funcionava como marco para rotas comerciais entre Europa, Ásia e África, fortalecendo Alexandria como polo econômico.
Destruição e legado
Entre 956 e 1323, abalos sísmicos fragilizaram as fundações e provocaram o colapso gradual, com partes da estrutura submersas. A fortaleza de Qaitbay, erguida com os blocos remanescentes, marcou o fim do farol na história.
Pesquisas subaquáticas, conduzidas por equipes francesas, mapeiam fragmentos, colunas e estátuas no leito de Alexandria. Os técnicos seguem normas internacionais de conservação, com escaneamento tridimensional para registrar o sítio.
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