Um estudo divulgado na revista ACS Sensors detalha um novo chip desenvolvido por pesquisadores brasileiros do CNPEM e do IFSC-USP, em parceria com a Universidade do Colorado. A pesquisa aponta avanços na integração de sensores em um único sistema sem ampliar a complexidade de operação.
O dispositivo tem dimensões de 75×35 milímetros e reúne mais de 100 sensores microscópicos que operam de forma integrada. A inovação está no modo de operação: os sensores alternam suas funções durante os testes, reduzindo a necessidade de conexões elétricas.
Essa alternância facilita o design, reduz custos de produção e torna o chip mais compacto. Os pesquisadores destacam que a simplificação facilita a fabricação e diminui o custo de cada sensor.
Detalhes do chip e aplicações
Em testes laboratoriais, o chip monitorou a proliferação de células cancerosas e identificou um biomarcador do vírus Mpox. Também analisou amostras que simulavam urina humana, demonstrando versatilidade em aplicações biomédicas.
Os autores ressaltam que o sistema pode ser acoplado a equipamentos portáteis para análises rápidas de propriedades eletroquímicas. Futuras etapas incluem integrações com técnicas de imagem e aprendizado de máquina para diagnósticos mais avançados.
Alcances e próximos passos
Embora os resultados sejam promissores, o estudo permanece em fase laboratorial. A produção em grande escala exige investimentos em engenharia de dispositivos e procedimentos para fabricação de centenas ou milhares de chips com resultados reprodutíveis.
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