A Organização Mundial da Saúde elevou o risco do surto de Ebola na República Democrática do Congo para o nível “muito alto”, conforme o avanço da cepa Bundibugyo. O vírus já registrou dezenas de casos confirmados e centenas de suspeitos, com mais de 177 mortes. A doença se espalhou para novas regiões e já alcançou Uganda.
Autoridades de saúde informam que o surto se espalha rapidamente, ampliando o temor de disseminação regional. A variante Bundibugyo não possui vacina ou tratamento específico aprovado até o momento.
O Ebola é causado por ortoebolavírus. O patógeno circula em animais, principalmente morcegos, e pode transmitir-se a humanos após contato com animais ou fluidos contaminados. A transmissão entre pessoas ocorre por sangue, vômito, suor, fezes e outros fluidos.
Após a infecção, o período de incubação varia entre 2 e 21 dias. Kokos de início são febre, mal-estar, dores musculares e dor de cabeça, seguidos por vômitos, diarreia e dor abdominal. Em alguns casos, há sangramentos internos e externos.
O vírus ataca o sistema imune, dificultando a resposta inicial do organismo. Células que alertam o corpo sobre invasões são afetadas, reduzindo a produção de linfócitos e anticorpos, o que facilita a multiplicação viral.
O que se segue é uma “tempestade de citocinas”: uma descarga inflamatória que desorganiza a resposta imune. Os vasos sanguíneos tornam-se mais permeáveis, provocando vazamento de sangue e plasma e coágulos em diversos órgãos.
Essa disfunção leva a quedas de pressão, falência de órgãos e, muitas vezes, choque sistêmico. O fígado, os rins e o trato gastrointestinal costumam sofrer danos severos, piorando o prognóstico.
Apesar da gravidade, há relatos de sobreviventes. A resposta imune mais equilibrada pode aumentar as chances de recuperação. O tratamento atual é essencialmente de suporte, com hidratação e monitoramento intensivo.
Para a cepa Bundibugyo, não há medicamentos aprovados específicos. A OMS acompanha testes com o antiviral experimental Obeldesivir, usado em contextos de exposição, mediante protocolos rigorosos.
Cientistas também trabalham no desenvolvimento de vacinas e terapias para a variante em circulação. Diagnóstico precoce e isolamento rápido continuam como ferramentas-chave para reduzir transmissão e reduzir mortes.
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