Cinco unidades da Embrapa participam do projeto Bioinova, que investiga o uso de biomassa agrícola para gerar energia, combustíveis renováveis e bioinsumos. O financiamento, de 14 milhões de reais, é da Finep e tem duração de 36 meses.
A iniciativa busca transformar resíduos agroindustriais em soluções tecnológicas para a descarbonização da economia. O objetivo é ampliar a geração de evidências, qualificar processos e acelerar a entrega de rotas como combustível sustentável de aviação, biohidrogênio, biometano e etanol.
O projeto é liderado pela Embrapa Agroenergia e envolve cooperação entre cinco unidades da empresa. Segundo Bruno Laviola, o Bioinova integra competências para enfrentar desafios da transição energética com infraestrutura ampliada multiusuária.
Guy de Capdeville, líder técnico, destaca que a meta passa por ampliar as matérias-primas e as rotas de conversão, gerando bioinsumos para nutrição, bioestimulação e manejo de pragas de interesse energético. A pesquisa aborda estresses abióticos, seca e salinidade.
Avanços e metas técnicas
Entre as 10 metas, destacam-se a canola tropicalizada para óleo sustentável e rotas para biodiesel, diesel renovável e aviação; três bioinsumos a partir de resíduos; e processos para etanol a partir de matérias-primas amiláceas.
Há também foco em biohidrogênio e biometano por biodigestão, com propostas para ampliar fornecimento em pequenas e médias propriedades, além de hidrocarbonetos utilizáveis como SAF a partir de oleaginosas como canola e macaúba.
Inovação e sustentabilidade
O Bioinova prevê avaliação de sustentabilidade, inventários e modelagem de impactos econômicos e ambientais. Também haverá uma plataforma com biologia integrativa, IA e biotecnologias para acelerar soluções em culturas energéticas e microrganismos voltados a bioinsumos.
A iniciativa contará com melhoria de infraestrutura, aquisição de equipamentos estratégicos e formação de pessoal, com a contratação de ao menos 30 profissionais entre graduados, pós-graduação e cientistas já formados.
Infraestrutura e parcerias
Além da modernização, o projeto mantém foco em garantias para aquisição e manutenção por três anos, assegurando continuidade de pesquisas em campo e apoio a parcerias. Capdeville ressalta que a iniciativa fortalece a conectividade entre campo e rotas tecnológicas.
Laviola frisa que a atualização da infraestrutura reduz o tempo de desenvolvimento e aumenta a robustez das evidências de desempenho, facilitando a conexão com o setor produtivo e políticas públicas.
Energia renovável e impacto
Ao final, o governo corporativo da Embrapa espera entregar um conjunto de processos e tecnologias com evidências de desempenho e sustentabilidade. Modelagens de ciclo de vida apoiarão decisões de investimento e políticas públicas, ampliando o papel da agricultura na energia renovável.
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