Os tumores cerebrais estão entre os dez tipos de câncer mais frequentes no Brasil. Estimativas do Inca apontam cerca de 11.000 novos casos por ano. O tema ganha relevância durante o Maio Cinza, mês de informação sobre essas doenças.
Fatores de risco ainda não estão bem estabelecidos para tumores cerebrais. Diferentemente do câncer de pulmão ou de cabeça e pescoço, não há relação clara com tabagismo ou HPV. Em geral, a doença surge sem causa identificável.
O diagnóstico costuma ocorrer após o surgimento de sinais neurológicos, variando conforme a localização e o tamanho da lesão. Dores de cabeça persistentes, alterações visuais e convulsões são alguns dos indicativos que merecem avaliação médica.
Perfil dos gliomas
Entre os tumores cerebrais, os gliomas aparecem com maior frequência. Podem ser divididos em dois grupos: de baixo grau, que crescem lentamente, atingem jovens; e de alto grau, mais agressivos, com maior ocorrência em pessoas mais velhas.
A cirurgia é a primeira opção terapêutica quando possível, mas a extensão da ressecção depende da localização do tumor. Em áreas críticas, pode haver necessidade de abordagens mais conservadoras para evitar déficits.
Após a cirurgia, muitos pacientes precisam de tratamentos complementares. Radioterapia e quimioterapia são utilizadas conforme o caso, com avanços recentes ajudando a tornar as terapias mais específicas e eficazes.
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