Uma erupção vulcânica submarina no Mar de Bismarck, ao norte de Papua-Nova Guiné, pode levar à emergção de uma nova ilha no Pacífico. A atividade, detectada desde 8 de maio, gerou plumas de vapor, anomalias térmicas e faixas de rocha-pomes flutuando sobre o oceano, conforme monitoramento da NASA por satélite. Ainda não há confirmação de qual estrutura entrou em erupção.
A NASA informou que não existem mapas de alta resolução da área para identificar com precisão a origem do fenômeno. Acredita-se que a atividade ocorra na Dorsal de Titã, a cerca de 16 quilômetros ao sudeste de um vulcão registrado em 1972, mas permanece incerta a profundidade da cratera e a última vez que esteve ativa.
O início ocorreu com um pequeno enxame de terremotos, seguido por grandes plumas brancas de vapor acima da superfície. Satélites detectaram água descolorida e turbulenta nas proximidades, e imagens de alta resolução mostraram extensas faixas de rocha-pomes flutuando no oceano.
Imagens do Landsat 9 e dos satélites Sentinel-2 revelaram atividade próxima à superfície, enquanto o sensor VIIRS, em 12 de maio, identificou anomalias térmicas em uma área de cerca de sete quilômetros quadrados. Especialistas apontam que o material quente próximo à superfície deve ser intenso.
A equipe da NASA destacou a possibilidade de uma nova ilha surgir. Caso a massa de terra apareça acima do nível do mar, cientistas pretendem acompanhar a evolução da estrutura, que pode se tornar um cone vulcânico estável ou desabar em dias, dependendo da interação magma-água.
Fragmentos de rocha-pomes e água com tonalidade esverdeada se estendem para o sudoeste do local, enquanto uma pluma vulcânica branca se move para o oeste. As imagens foram capturadas pelo MODIS a bordo do satélite Terra, de acordo com o Observatório da Terra da NASA.
Os especialistas apontam que, apesar da visibilidade do evento, é improvável que a erupção alcance o mesmo nível explosivo observado em casos recentes, como o vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha apai em 2022. O contexto geológico do Mar de Bismarck tende a favorecer atividades menos explosivas.
Não há previsão de encerramento da atividade na região. Registros anteriores mostram que a erupção de 1972 durou quatro dias, enquanto um evento submarino próximo, em 1957, persistiu por quase quatro anos. As próximas etapas incluem acompanhamento contínuo por meio de imagens e dados de satélite.
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