Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Redução da presença humana na Covid alterou a vida de animais

Presença humana durante a pandemia alterou espaço e habitats de aves e mamíferos, com efeitos variados por espécie e região

Um veado-mula registrado por uma câmera enquanto caminhava por uma trilha de animais nas montanhas Verdugo, em Glendale, Califórnia. Espécie foi uma das analisadas em novo estudo sobre o impacto da presença humana na vida selvagem
0:00
Carregando...
0:00

O que aconteceu: uma análise publicada na revista Science aponta que a presença humana durante a pandemia de Covid-19 alterou a forma como animais selvagens utilizam espaço e recursos. O estudo cruzou dados de localização de celulares com rastreadores de aves e mamíferos.

Quem está envolvido: pesquisadores da Iniciativa de Biomonitoramento da Covid-19, com participação de ecólogos da Universidade da Califórnia em Santa Barbara e do Smithsonian. A equipe incluiu especialistas de diversas instituições internacionais.

Quando e onde ocorreu: a pesquisa analisou dados de 2019 e 2020 nos Estados Unidos, aproveitando o período de redução da atividade humana durante as medidas de isolamento social. Os dados cobriram território americano.

Como foi feito: foram combinados dados de GPS de 37 espécies com localização de celulares para medir a presença humana semanalmente, em setores censitários. Também foram avaliados movimentos de mais de 4.500 animais com rastreadores em projetos prévios.

Por que é relevante: a investigação busca entender se a mera presença humana, e não apenas a modificação do ambiente, influencia a extensão do espaço utilizado pelos animais ou a variedade de habitats explorados.

Aprofundamento dos resultados: para dois terços das espécies, a presença humana afetou a área de uso ou o nicho de habitats. Em áreas rurais ou não desenvolvidas o efeito foi mais pronunciado do que em grandes cidades.

Substituição de espaço e hábitos: em alguns espaços, quando humanos saíram, alces e veados-mula expandiram seu uso de terras. Em contrapartida, a resposta variou entre espécies, com corvos e lobos apresentando padrões distintos conforme o local.

Exemplos de variação entre espécies: lobos-cinzentos mostraram aumento no espaço utilizado, possivelmente para evitar encontros com pessoas. Já corvos em Yellowstone apresentaram comportamento diferente de cervos de Staten Island, evidenciando respostas específicas ao contexto.

Desdobramentos e próximos passos: os impactos exatos ainda não são totalmente conhecidos, incluindo se as mudanças representam adaptação bem-sucedida ou pressão ambiental. Os cientistas pretendem explorar esses aspectos em estudos seguintes.

Conclusões provisórias: a pesquisa sugere que conservar a vida selvagem requer entender ambos os efeitos: a modificação do habitat e a presença humana. Pequenas mudanças de curto prazo na atividade humana podem trazer benefícios para a conservação.

Observações sobre o método e dados

  • A especificidade dos dados de localização de celulares ofereceu uma medida direta da presença humana semanal nos EUA.
  • Rastreadores de mais de 4.500 animais permitiram mapear a área percorrida e o enriquecimento ou estreitamento dos nichos.

Implicações para política pública

  • A possibilidade de coexistência inteligente aponta para estratégias que equilibrem acesso humano e áreas críticas de habitat.
  • Medidas direcionadas, como restringir o acesso a habitats sensíveis durante períodos de reprodução, podem favorecer a conservação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais