Mesmo uma alimentação equilibrada pode conter compostos invisíveis a olho nu. Substâncias formadas durante o preparo, especialmente em altas temperaturas, podem aparecer em frituras, grelhados, defumação e assados.
Entre esses compostos estão os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, ou HAPs, considerados potencialmente tóxicos e carcinogênicos. Eles não afetam o sabor nem a aparência dos alimentos, mas podem se acumular conforme o método de preparo.
Além de serem encontrados na cozinha, HAPs podem estar presentes em alimentos defumados e até em fontes externas, como fumaça de cigarro e poluição ambiental.
Avanços científicos na detecção dos HAPs
Detectar HAPs nos alimentos não é simples. Métodos tradicionais exigem longas etapas, solventes e geram resíduos ambientais. Pesquisadores adotaram a técnica QuEChERS, rápida e eficiente.
Um estudo de 2025, publicado na Food Science and Biotechnology, liderado por Joon-Goo Lee, avaliou oito tipos de HAPs em diferentes alimentos usando QuEChERS. O método mostrou alta precisão.
Os testes identificaram os níveis mais elevados em óleo de soja, carne de pato e óleo de canola, com confiabilidade analítica consistente entre alimentos.
Relevância para a saúde
O Instituto Nacional do Câncer dos EUA associa alguns HAPs a câncer em estudos com animais. Em humanos ainda não há confirmação definitiva, mas o tema é mantido sob investigação.
A precisão analítica ajuda a identificar fontes de contaminação, melhorar normas de segurança e reduzir riscos na produção industrial de alimentos.
Caminho para uma alimentação mais segura
A evolução de técnicas laboratoriais como o QuEChERS representa avanço importante. Além de aumentar a precisão, reduz o uso de químicos, tornando os testes mais rápidos e sustentáveis.
O cenário atual aponta para uma segurança alimentar ampliada, com ciência e tecnologia identificando riscos ocultos e fortalecendo o controle de qualidade dos alimentos consumidos diariamente.
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