Fêmea de tartaruga marinha lançada em Eritreia? Não. Em pacífico leste, cientistas marcam primeira tartaruga de nidificação no Equador. O animal, batizado de Lucero, recebeu um tag satelital durante a postura. O objetivo é mapear migração e alimentação.
A equipe é da Fundacion Reina Laúd, com base no Equador, e contou com a colaboração de Callie Veelenturf, bióloga marinha e fundadora do Leatherback Project. Lucero tem estimativa de idade entre 25 e 40 anos e pesa cerca de 900 kg.
O monitoramento começou quando Lucero se aproximou de uma praia remota para nidificar. Observadores com rádios ocuparam a extensão da costa para acompanhar o momento em que o casco emergia, permitindo a fixação do tag no topo do carapaço.
Objetivo e relevância
O equipamento envia sinais sempre que a tartaruga emerge para respirar, permitindo coletar dados sobre trajetos, profundidades e hábitos de forrageamento. A subpopulação do Pacífico Leste já sofreu redução de aproximadamente 98% nas últimas décadas.
A pesquisa busca entender sobreposição entre áreas de vida das tartarugas e zonas de pesca, com o intuito de orientar pescadores a evitar pontos de maior atividade de tartarugas. Essa abordagem pode reduzir incidentes de bycatch.
Segundo Veelenturf, a preservação da tartaruga tem impacto indireto na saúde dos estoques de peixes e na atividade pesqueira local, pela dependência entre predadores e ecossistemas marinhos. Lucero, após nidificação, migrou para o litoral peruano.
O tag pode permanecer ativo por um a dois anos, conforme condições, permitindo traçar rotas de migração e áreas de forrageamento de Lucero. A equipe segue monitorando o sinal diariamente para atualizações.
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