Nasa detalha os próximos passos para a construção de uma base permanente na Lua. A agência divulgou planos que incluem landers robóticos, drones saltadores e veículos, componentes do esforço dos EUA para estabelecer presença lunar. A missão visa mapear o terreno e permitir operações antes da chegada de pessoas.
A iniciativa faz parte do programa Ignition Moon Base, anunciado em março, com orçamento de 20 bilhões de dólares. A meta é construir, até 2032, instalações com energia nuclear e solar no polo sul lunar, abrindo caminho para ciências, mineração e viagens a Marte.
A parceria envolve diversas empresas privadas, entre elas Blue Origin, Intuitive Machines e Astrobotic. Os contratos preveem entrega de instrumentos científicos e logística para as fases iniciais de exploração robótica até 2029.
O que está em jogo
Os planos ocorrem em meio a concorrência com a China, que busca pousar humanos na Lua até 2030. Nesta segunda-feira, a China lançou a Shenzhou-23, levando uma tripulação à estação Tiangong, ampliando o ritmo de ações espaciais.
Para 2029, a NASA projeta 25 lançamentos e 4 toneladas métricas de carga na Lua, com fases de reconhecimento e mapeamento. Os robôs devem posicionar equipamentos e facilitar o trânsito de astronautas.
Desafios técnicos e cronograma
A NASA aponta que o passo crítico é a tecnologia de pouso humano com segurança. A SpaceX, contratada para o Starship Human Landing System, enfrenta atrasos, elevando o ritmo de pressões junto ao cronograma.
Especialistas destacam que as metas são ambiciosas; alguns acreditam que a China pode adiante-se na corrida lunar. Mesmo com avanços, os prazos dependem de validação de sistemas de pouso e de retorno para a Terra.
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