Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nova variante genética explica doença neurológica rara na infância

Nova variante genética associada à CONDSIAS explica a doença em pacientes infantis, com possível estratégia terapêutica via inibição da PARP para reduzir ADP-ribosilação

A proteína ARH3 remove sinais químicos temporários que, quando acumulados, podem prejudicar os neurônios
0:00
Carregando...
0:00

A USP (Universidade de São Paulo) identificou uma nova variante genética associada a uma doença neurológica rara em crianças, chamada CONDSIAS. O estudo, publicado na revista Neurology Genetics com apoio da Fapesp, descreve a relação entre a alteração e a condição pela primeira vez na América do Sul.

COND SIAS, sigla para neurodegeneração infantil induzida por estresse com ataxia e convulsões, apresenta epilepsia, atraso no desenvolvimento e coordenação motora prejudicada. A síndrome piora após infecções virais como gripe, herpes e Covid, quando o estresse fisiológico eleva a resposta imune.

O caso avaliado envolve uma menina de 11 anos que possuía duas variantes do gene ADPRS, no cromossomo 1. Uma dessas variantes já era associada à doença, enquanto a outra era inédita e cujo impacto clínico era desconhecido. O desafio foi estabelecer a relação entre as variantes e a síndrome.

A pesquisa aponta que a proteína ARH3 funciona como um “apagador molecular”, removendo a ADP-ribosilação que sinaliza danos celulares. Sem ARH3, esse sinal permanece, podendo comprometer principalmente neurônios, que são sensíveis a desequilíbrios moleculares.

Descoberta e implicações

Os cientistas destacam o avanço tecnológico no sequenciamento genético como facilitador do diagnóstico molecular, antes restrito a descrições clínicas. A partir do mecanismo da doença, o estudo busca estratégias terapêuticas futuras.

Embora não haja tratamento específico para CONDSIAS, a equipe investiga caminhos terapêuticos com foco na redução da ADP-ribosilação desde o início. Uma possível estratégia envolve o uso de um antibiótico que iniba a atividade da PARP, enzima que inicia esse processo, embora ainda esteja em estágio inicial.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais