Portugal pretende se tornar o polo europeu do setor espacial, com o porto-base em Santa Maria, Açores. O foco é investir em engenheiros, cooperação europeia e infraestrutura simples para lançar satélites menores.
Ao contrário dos EUA, Portugal adota um modelo econômico para a atividade. A meta é usar cápsulas renováveis e tecnologia acessível, buscando reduzir custos e ampliar a atuação no continente.
Três frentes
Atualmente, cerca de 2.000 pessoas trabalham no setor espacial em Portugal. O país reúne aproximadamente 80 empresas, que somaram cerca de 200 milhões de euros em receitas no ano anterior.
Além de mão de obra, a cooperação internacional é vista como essencial. A Agência Espacial Portuguesa projeta fabricar 30 satélites em parceria com a Espanha até 2030.
A outra linha de ação envolve a construção de um porto espacial na ilha de Santa Maria. Devem trabalhar no local cerca de 35 pessoas, com a expectativa de que, até 2028, a nave de carga Space Rider aterrisse no porto.
CEiiA
O consórcio CEiiA é um dos principais produtores nacionais, atuando também no setor automotivo. Hoje, o grupo consegue fabricar quatro satélites civis por ano.
Parte dos planos de expansão envolve um centro de desenvolvimento tecnológico em Guimarães, em parceria com a universidade local, no norte de Portugal.
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