Durante o lançamento do projeto AI IQ, em maio, pesquisadores buscaram medir o quociente de inteligência (QI) de grandes modelos de linguagem. O objetivo foi criar uma métrica reproduzível para comparar IA usadas diariamente.
Os resultados indicam que modelos como GPT 5.5, Claude Opus 4.7 e Gemini 3.1 Pro atingiram acima de 130 pontos, fronteira historicamente associada a alta inteligência. A avaliação baseou-se em 18 benchmarks.
Método e interpretação
A avaliação combinou cinco domínios de raciocínio: abstração fluida, matemática, programação, raciocínio crítico e capacidade agente. A nota é a média dessas áreas, com ajustes para reduzir contaminação de dados.
A média de QI é 100, com desvio padrão de 15. Passar de 130 coloca o modelo no percentil 98. Contudo, especialistas destacam que o QI mede apenas determinados aspectos do intelecto, não captando criatividade ou habilidades sociais.
Limitações e implicações
Críticas sobre o QI como medida de inteligência são recorrentes, especialmente quanto a viés cultural e socioeconômico. A escala não traduz plenamente a capacidade de agir em ambientes incertos ou a aplicabilidade prática.
Mesmo com ressalvas, a avaliação evidência a velocidade dos avanços em IA. O resultado não define o teto humano, mas aponta marcos técnicos que ajudam a entender o ritmo de evolução das máquinas.
Entre na conversa da comunidade