O sistema usa laser para tornar a poda de árvores urbanas mais eficiente e reduzir o risco de queda. A ideia nasceu de uma conversa entre pesquisadores da USP, que buscavam meios de avaliar o equilíbrio biomecânico das árvores antes de podas. O objetivo é orientar podas de forma segura, especialmente em ventos fortes.
A ferramenta combina escaneamento a laser (LiDAR), modelagem computacional e algoritmos de otimização para analisar o equilíbrio da árvore na prática. A pesquisa analisa Tipuana tipu, espécie comum em São Paulo, avaliando como diferentes formatos de poda afetam a resistência estrutural.
A partir de varreduras com LiDAR, o sistema gera uma nuvem de pontos que representa tronco, galhos e copa. Com esses dados, modelos matemáticos simulam deformações e identificam regiões mais vulneráveis ao vento, ajudando a priorizar intervenções.
O estudo aponta que podas mal executadas podem alterar a arquitetura da árvore e aumentar o risco de quebra. Aponte a importância de critérios biomecânicos para manter o equilíbrio e reduzir danos durante eventos climáticos.
O projeto está em fase de testes em São Paulo, com uso inicial em áreas urbanas para validar a viabilidade prática. A ideia é que prefeituras, concessionárias e equipes de arborização possam contar com uma ferramenta de apoio à decisão.
Para a adoção em larga escala, os autores defendem automatizar etapas como a geração de modelos 3D e a análise computacional, além de integrar o sistema aos inventários urbanos existentes. Projetos piloto devem acelerar a implementação.
O trabalho é resultado de colaboração entre o Instituto de Biociências e a Escola Politécnica da USP, com participação de equipes de Engenharia Mecânica, Mecatrônica e Engenharia Elétrica. O estudo foi publicado na revista Trees.
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