Numa fazenda discreta em Rena, sul da Noruega, arqueólogos encontram um tesouro de 4.772 moedas de prata da Era Viking. A área não apresenta estruturas antigas aparentes, sugerindo que as moedas estavam escondidas e esquecidas há mais de mil anos.
Segundo a Science Norway, outras evidências do local indicam que a área era uma lavoura antiga quando as moedas foram enterradas. A descoberta ganha relevância por ligar o achado à produção de ferro da época.
Loftsgarden afirma que o Tesouro de Mørstad evidencia a riqueza gerada pelo ferro, incluindo o minério de pântano e o controle do ferro, o que tinha peso econômico e político. A descoberta reforça esse panorama histórico.
Enterrar riquezas não era incomum, já que muitos entes buscavam proteção para o metal em períodos turbulentos. No entanto, resta esclarecer por que todo o tesouro ficou mantido no mesmo local por tanto tempo.
O achado sugere uma produção de ferro descentralizada no meados do século XI, envolvendo muitos produtores e grandes fluxos de comércio. O conjunto aponta valores elevados trocados por esse metal na região.
As equipes do Museu de História Cultural e do Instituto Norueguês de Pesquisa do Patrimônio Cultural (NIKU) planejam novos estudos no sítio. Perguntas sobre quem possuía as moedas, se havia estruturas próximas e se existiu uma ilha no local ainda serão investigadas.
Perspectivas e próximos passos
Os arqueólogos indicam que mais análises no local devem trazer respostas sobre o contexto da deposição. A continuidade das escavações poderá esclarecer a origem do tesouro e as rotas comerciais envolvidas na época.
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