O estudo, publicado na Journal of Experimental Biology, investiga se mosquitos Aedes aegypti podem associar o odor do repelente DEET à comida. A pesquisa reproduz parte do método de Pavlov para observar condicionamento nos insetos. O objetivo é entender se o repelente pode perder eficácia com uso repetido.
Pesquisadores da Universidade de Tours, na França, orientados por Claudio Lazzari, trabalharam com mosquitos em ambiente controlado. O experimento testou se o DEET, ao ser associado repetidamente a alimento, poderia transformar o repelente em pista de alimento para os insetos.
Metodologia de condicionamento
Inicialmente, mosquitos foram mantidos atrás de tela com uma bolsa de sangue acessível, mas impedida de contato. Em seguida, a bolsa de sangue foi associada ao DEET durante a alimentação, criando uma ligação entre cheiro e alimento.
Após três ciclos, mais de 60% dos mosquitos voaram em direção à bolsa contendo DEET. Em testes seguintes, muitos insetos optaram por uma mão de pesquisadora com DEET, mostrando atração pela substância sob condicionamento.
Essa resposta sugere que, em certas condições, o DEET pode perder parte de sua eficácia repelente quando repetidamente exposto ao odor em contextos de alimentação. O estudo reforça ainda que, mesmo com possíveis mudanças, o repelente continua sendo o recurso mais eficaz para reduzir picadas e doenças.
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