Ainda não houve retomada plena dos padrões de adesão às vacinas no Brasil, segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Ideia a pedido do centro Sou Ciência da Unifesp. O estudo aponta queda na busca por imunizantes após a Covid-19.
A pesquisa, intitulada Memória, justiça e reparação da pandemia de Covid-19 e atual adesão às vacinas, foi realizada entre fevereiro e março de 2026 com 1.500 entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
Entre os resultados, quase 30% da população não está dentro do que o estudo classifica como adesão plena às vacinas. A maioria citou não se vacinar, abandonar a imunização após a pandemia ou não souberam responder.
Dados e método
Apenas 9,9% dizem não tomar qualquer vacina. Outros 9,2% abandonaram a imunização após a pandemia e 8,8% não souberam responder. Idade, região e características sociodemográficas aparecem como fatores relevantes na adesão.
A faixa etária mostrou que pessoas com 60 anos ou mais se vacinam com mais regularidade. Entre os idosos, 78% relatam adesão ideal ao programa vacinal.
Regionalmente, o Sudeste registra 77,2% de adesão, enquanto o Norte fica em 62,5%. Diferenças regionais sinalizam desigualdade no acesso e na percepção de vacinas.
Dengue
No que diz respeito à vacina contra a dengue, 70% declararam resposta positiva ao imunizante. No entanto, apenas 56,7% pretendem se vacinar de imediato.
Entre os respondentes, 13,7% consideram importante a vacina, mas não a veem como prioridade no momento. Outros dados revelam indiferença (10,5%), incerteza (8,1%), desinteresse (6,7%) e antivacina declarado (4,8%).
Entre os idosos, 62% pretendem tomar a vacina da dengue imediatamente, ante 46% dos jovens.
Entre na conversa da comunidade