A dor do crescimento, assunto comum na infância, é alvo de estudo que testa uma abordagem não farmacológica. A pesquisa avalia a combinação de laserterapia de baixa potência com ultrassom terapêutico em crianças com o quadro.
O estudo envolve nove voluntários com idade entre 4 e 12 anos, realizado em parceria com a Universidade de São Paulo. O objetivo é medir se a associação reduz a frequência e a intensidade das crises.
A pesquisa foi coordenada pela pesquisadora Esther Angélica Luiz Ferreira, reumatologista pediátrica da UFSCar, com participação de outros profissionais da área. A motivação é oferecer opções com menor risco e menos uso de medicamentos.
O desenho incluiu um grupo que recebeu o tratamento e outro que passou por um procedimento placebo, sem emissão de energia. Houve apenas uma sessão, aplicada nas palmas das mãos e nas solas dos pés.
A avaliação ocorreu em três momentos, com registro das queixas em diário por 30 dias. Os resultados apontaram redução da dor e melhoria no sono e na disposição para atividades cotidianas.
Pais e responsáveis relataram ainda menor necessidade de analgésicos em alguns casos, sugerindo benefício adicional para a qualidade de vida das crianças. O estudo é considerado pioneiro na pediatria.
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