A Europa vive uma onda de calor atípica nesta primavera, com temperaturas acima do normal em grande parte do continente. O episódio se estende desde o Reino Unido e Irlanda até Alemanha, França, Espanha e Itália, elevando o risco de registros e impactos locais.
Segundo autoridades, o calor foi impulsionado por um domo de alta pressão ligado a massas de ar que vêm do norte da África. Esse sistema aprisiona o ar quente, elevando as temperaturas de forma persistente em várias regiões.
O Copernicus, serviço de mudanças climáticas da UE, aponta que esse tipo de evento tornou-se mais frequente nos últimos 25 anos, alimentado pela intensificação de ondas de calor associadas ao aquecimento global.
Por que a Europa aquece mais rápido
Analistas destacam que a Europa já aquece duas vezes mais rápido que a média global. A temperatura média do continente subiu 2,5°C desde o fim do século XIX, enquanto a média mundial avança 1,4°C.
O aumento está relacionado à proximidade com o Ártico, que registra maior aquecimento. O albedo reduzido do Ártico e áreas altas com menos neve amplificam o aquecimento sobre o continente.
A mudança nos ventos da corrente de jato também favorece padrões climáticos extremos. Estudos mostram que esse jato se divide com mais frequência, gerando ondas de calor mais duradouras na Europa Ocidental.
Impactos, dados e perspectivas
Dados do Estado do Clima na Europa indicam que, em 2025, ao menos 95% do continente teve temperaturas acima da média. Ondas de calor chegaram a áreas até o norte do Círculo Polar Ártico e a superfície do mar atingiu recordes.
Especialistas ressaltam que não é possível atribuir toda a intensidade apenas ao efeito estufa, mas evidenciam que as mudanças climáticas aumentam a probabilidade de eventos extremos.
Paralelamente, o relatório mundial aponta que novas ações para reduzir emissões protegem contra piores cenários. A ONU enfatiza a necessidade de transição rápida para energias limpas e resistências climáticas globais.
Entre na conversa da comunidade