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Pombos podem usar o fígado como GPS natural, aponta estudo

Estudo aponta que células imunes do fígado de pombos detectam o campo magnético da Terra, ajudando na navegação, especialmente em dias nublados

Pombos voam às margens do rio Spree, em Berlim, na Alemanha.
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Cientistas propõem que o fígado dos pombos funcione como parte de um “GPS natural” ao detectar o campo magnético da Terra, ajudando na orientação durante o voo. O estudo, publicado na revista Science, aponta que células imunológicas no órgão armazenam ferro e respondem aos sinais magnéticos.

A pesquisa questiona as hipóteses tradicionais sobre sensores magnéticos em aves, que até então envolviam olhos, bicos ou ouvido interno. Em testes, quando essas células ricas em ferro foram removidas temporariamente, as aves tiveram dificuldade para retornar ao ponto de origem. O efeito foi mais evidente em dias nublados, enquanto sob céu claro o Sol ainda servia como referência.

O que foi descoberto

Células imunes especializadas em armazenar ferro, ligadas a fibras nervosas, parecem transmitir informações magnéticas ao cérebro. Segundo os autores, isso sugere um caminho de navegação suplementar aos sistemas já propostos para as aves.

Implicações e perspectivas

Especialistas afirmam que mais evidências são necessárias para confirmar o papel exato dessas células. Pesquisas anteriores já indicavam possíveis locais de detecção magnética, inclusive em bico e baço. Os autores sugerem que diferentes espécies podem combinar vários mecanismos conforme a situação.

Impacto e próximas etapas

Os pesquisadores esperam investigar se outros animais, como aves migratórias e roedores, utilizam mecanismos semelhantes. A descoberta não define uma única explicação para o “mistério magnético” das aves, mas reforça a ideia de múltiplos sistemas de navegação.

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