Com a bexiga cheia, animais de grande porte e pequenos parecem levar o mesmo tempo para urinar. Um estudo da Georgia Tech analisou o tempo de micção entre mamíferos e encontrou uma semelhança surpreendente.
A pesquisa envolveu 32 espécies, desde gatos domésticos até rinocerontes, incluindo elefantes observados em ambiente controlado. Foram medidos duração da micção, além de parâmetros como comprimento e diâmetro da uretra e a capacidade da bexiga.
A conclusão aponta que, para animais com peso igual ou superior a 3 quilos, o tempo médio de micção fica em torno de 21 segundos, com variação de cerca de 13 segundos para mais ou para menos. O tempo é similar mesmo com bexigas muito maiores.
O mecanismo por trás da semelhança
O estudo explica que o segredo está na uretra. Em animais maiores, a uretra é mais longa e de maior diâmetro, funcionando como um tubo pressurizado que a gravidade ajuda a acelerar. Esse efeito compensa o maior volume urinário, mantendo o tempo de micção estável.
Essa eficiência da uretra permite que o sistema urinário tenha até 3.600 vezes mais volume em mamíferos maiores sem alterar o tempo de expulsão do xixi. A bexiga, porém, permanece o principal determinante do tempo total.
Observações sobre mamíferos menores
Para animais menores, como ratos e morcegos, o padrão muda. Nesses casos o jato não é contínuo; a micção ocorre em gotas, com a tensão superficial influenciando mais o processo que a gravidade, e o tempo tende a ser menor.
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