A nova espécie de ave descrita a partir de um fóssil preservando penas gigantes recebeu o nome Plumadraco bankoorum, traduzido como dragão emplumado de Banko. A descrição foi publicada em 27 de maio na revista PLOS ONE, com dados que remontam ao Cretáceo há cerca de 121 milhões de anos.
O fóssil foi analisado durante uma viagem de pesquisa ao Museu Tianyu de Shandong, na China, pelo pesquisador Alex Clark, do Field Museum, acompanhado pela orientadora Jingmai O’Connor, curadora do mesmo museu. Clark destacou que as penas da cauda são extraordinariamente longas, chegando a 30 centímetros, o dobro do tamanho do corpo.
Características da espécie
O Plumadraco tinha o tamanho de um tordo-americano. As penas da cauda, proporção incomum entre aves fósseis, são consideradas entre as mais longas já encontradas. Observações indicam que apenas machos exibiam movimentos amplos da cauda, uma exibição ligada à atração de parceiras.
As caudas eram erguidas com cauda chamando atenção, com penas longas e rígidos espinhos centrais. A coloração das penas, em tom marrom-escuro ou preto com pontas iridescentes, foi inferida por meio de análise de composição química realizada com um espectrômetro de massa portátil.
Contexto histórico e evolutivo
Plumadraco pertence ao grupo das enantiornitinas, aves que se extinguiu junto com os dinossauros não-aves no fim do período. A nova espécie evidencia que ornamentação extensa já fazia parte da diversidade de aves durante o Cretáceo, muito antes do evento de extinção em massa.
Clark explicou que, ao comparar o fóssil com outros enantiornitinos, foi possível reconhecer uma espécie nova. A homenagem ao pai e ao filho Winston e Paul Banko, que dedicaram parte de suas carreiras ao estudo e à proteção de aves, é refletida no nome.
Metodologia e interpretação
Os pesquisadores ressaltam que machos apresentavam movimentos limitados na cauda, mas conseguiam mover as penas para cima e para baixo. Esse comportamento de exibição é comparável a padrões observados em aves modernas na escolha de parceiras.
A equipe também observa que, embora haja exemplos de penas longas em ambos os sexos, o comprimento excessivo tende a favorecer a seleção feita por machos para atrair fêmeas, com base em evidências fósseis.
Este achado reforça a compreensão de que a diversidade de exibições visuais nos pássaros tem raízes profundas na evolução, remontando a mais de 120 milhões de anos. O estudo detalha ainda que a ornamentação, associada à reprodução, já era uma característica marcante na época.
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