O estudo, realizado com mais de mil profissionais de 38 empresas brasileiras, aponta um abismo entre diagnóstico de transtornos mentais e o cuidado efetivo. A avaliação mede ansiedade e depressão entre colaboradores, cruzando dados com consumo de medicamentos.
A principal constatação é que 51,6% dos trabalhadores diagnosticados com ansiedade não recebem tratamento. O levantamento foi conduzido pela healthtech Axenya, que aplicou o teste PHQ-9 nos funcionários das companhias parceiras.
Os resultados indicam ainda que 12,2% apresentam sinais de depressão moderada ou grave. Além disso, 62,7% dormem seis horas ou menos por noite, elevando o risco para saúde mental. Um em cada três colaborou com sinais clínicos de risco.
Dados revelam uma contradição
O teste PHQ-9 identifica sintomas com alta precisão clínica, diferente de pesquisas de clima. O cruzamento com dados da Vidalink mostra que o consumo de antidepressivos ou ansiolíticos movimentou R$ 31 milhões em um ano.
Metade dos trabalhadores com ansiedade não inicia tratamento adequado. Segundo a Dra. Aline Pasiani, Diretora Médica da Axenya, o rastreamento é necessário, mas sem acesso a cuidado eficaz não há melhoria clínica.
Impactos por faixa etária e gênero
O relatório do Check-up de Bem-Estar 2025 envolveu 11.600 profissionais de 250 empresas. A Geração Z apresenta os índices mais elevados de insatisfação e menor adesão a autocuidado. Entre mulheres jovens, 39% não fazem nada pela saúde mental.
Entre homens, o hábito de exercícios cai entre os mais jovens, com 34% praticando regularmente. A geração mais velha registra maior adesão a atividades de bem-estar. A pesquisa aponta que 1 em cada 4 colaboradores acumula dois ou mais fatores de risco.
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