Uma mosca parasita que se alimenta de sangue faz uma escolha drástica ao encontrar seu hospedeiro: abre mão de parte da própria visão para sobreviver. A descoberta é de pesquisadores do Reino Unido e da Itália.
O estudo, publicado no Journal of Experimental Biology, analisou moscas em diferentes fases de vida. Após deixar de voar e tornar-se parasita permanente, a espécie reduz drasticamente a sensibilidade visual.
Os autores estudaram a atividade genética associada à visão antes e depois da perda das asas. O resultado mostra queda de cerca de 50% na expressão dos genes visuais.
Mudança no sistema sensorial
Segundo o pesquisador Roger Santer, da Universidade de Aberystwyth, a mosca de cervos em voo tem visão similar à da mosca tsé-tsé. Com a parasitagem, a visão se reduz pela metade.
A equipe conclui que a economia de energia é a principal explicação dessa adaptação. A visão continua presente apenas em parte, para funções essenciais à digestão e à reprodução.
Implicações e perspectivas
Os resultados ajudam a entender como insetos ajustam sentidos às suas necessidades ecológicas. Também podem orientar estratégias de monitoramento e controle de moscas parasitas e de insetos que se alimentam de sangue.
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