Foram reveladas evidências de que milhares de urnas de pedra dispersas no norte de Laos eram usados para rituais mortuários, e não para armazenar vinho. A descoberta aponta para uma prática comunitária de sepultamento associada a uma tradição mortuária antiga.
Na província de Xieng Khouang, na planície conhecida como Plain of Jars, pesquisadores realizaram, no inverno de 2022, uma escavação em uma urna de pedra de aproximadamente quatro pés de altura e oito de largura. A estrutura maciça chamou a atenção pela posição e pelo tamanho.
A análise do interior revelou que a urna, batizada como Jar 1, não continha líquidos. Em vez disso, abrigava restos dispersos de pelo menos 37 pessoas, em estado disjunto. O achado contradiz a ideia de uso exclusivo para líquidos festivos, sugerindo uma função funerária multigeracional.
Descobertas e contexto
Os arqueólogos destacam que a urna funciona como cript grave multigeracional, reunindo restos humanos de várias gerações. A equipe descreve os achados como decisivos para a compreensão da história do Sudeste Asiático antigo.
A pesquisa, publicada na revista Antiquity, reúne evidências de campo e análises que reorientam a narrativa sobre a Planície das Jarras. A partir de Jar 1, os especialistas indicam uma prática de sepultamento coletivo entre populações da região.
Os pesquisadores ressaltam que centenas de urnas semelhantes permanecem espalhadas pela área, sugerindo um sistema mortuário amplamente utilizado. O estudo propõe que as estruturas refletem trajetórias demográficas complexas, com variabilidade de rituais entre comunidades locais.
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