Astrônomos apresentaram evidências fortes de que alguns exoplanetas podem possuir campos magnéticos, segundo estudo publicado na Nature Astronomy. O trabalho utiliza dados do Very Large Telescope (VLT/ESO) no Deserto do Atacama, Chile, e do Gemini Norte, no Havaí, EUA, coletados até esta semana.
A pesquisa mediu ventos atmosféricos de sete exoplanetas parecidos com Júpiter, grandes, gasosos e próximos às suas estrelas hospedeiras com rotação sincronizada. Os ventos variaram entre 7.200 km/h e mais de 25.000 km/h, fenômeno ligado a grandes diferenças de temperatura entre face diurna e noturna.
Os cientistas observaram que, quanto mais quente o planeta, mais lento é o vento atmosférico. A explicação apontada envolve campos magnéticos que atuariam como freio para partículas da atmosfera, como ocorre na Terra. A partir dessas relações, foi possível inferir a intensidade dos campos magnéticos.
Exoplanetas magnéticos: dados e implicações
A análise levou à estimativa de que o magnetismo nesses exoplanetas é aproximadamente quatro vezes maior que o de Saturno e cerca de metade da intensidade do campo de Júpiter. Os resultados ajudam a entender a possível influência de campos magnéticos na evolução atmosférica de mundos além do Sistema Solar.
Entre na conversa da comunidade