Os golfinhos fêmeas de uma população do Indo-Pacífico, na Baía dos Tubarões, Austrália Ocidental, reconhecem ex-parceiros agressivos na hora de acasalar novamente. O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que as fêmeas lembram comportamentos passados ao ouvir sons únicos dos golfinhos machos e evitam os mais agressivos durante a nova temporada de cio.
A pesquisa avaliou 34 assobios de golfinhos machos e os reproduziu, sob observação de drones, para 17 fêmeas reprodutivas. As respostas de evitação foram mais fortes quando os sons pertenciam a machos com maior coerção, indicando memória do comportamento anterior.
Segundo a pesquisadora, a sociedade dos golfinhos-nariz-de-garrafa é complexa e as fêmeas costumam conhecer os parceiros há décadas. O cio envolve cooperação entre machos para dominar o acesso às fêmeas, com ações agressivas que podem limitar movimentos e alimentação das fêmeas.
Contexto
As interações sociais dos golfinhos nesse grupo incluem a formação de pares, tríades ou grupos maiores para alcançar as fêmeas durante o cio. A agressão pode incluir mordidas e golpes, impactos que afetam o bem-estar e o tempo de busca por alimento.
Metodologia e implicações
Pesquisadores utilizaram gravações de assobios de machos e observaram as fêmeas com drones, registrando sinais de evitação. A análise sugere que as fêmeas se lembram do comportamento dos parceiros anteriores ao escolher com quem acasalar novamente.
A pesquisadora ressalta que o conhecimento acumulado facilita a tomada de decisões nas relações, alinhando-se a padrões observados em outras espécies. O estudo amplia o entendimento sobre a organização social dos golfinhos-nariz-de-garrafa.
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