Eide Oliveira Dias, de 37 anos, em Pernambuco, deu à luz um bebê de 5,240 kg em parto normal no dia 23 de maio, em Recife. A mãe não havia sido diagnosticada com diabetes gestacional durante a gestação e o recém-nascido apresentou peso superior à média.
A gravidez foi confirmada em outubro de 2025. Ela relata ter passado por enjoos, refluxo e falta de apetite, mas seguiu realizando acompanhamentos no posto de saúde. Curvas de glicose feitas durante o período não indicaram diabetes gestacional, segundo ela.
No início de maio, o ultrassom indicou um peso fetal de 3,2 kg. Aos 39 semanas, em 20 de maio, foi ao hospital por inquietação, e o bebê subiu para 3,7 kg. A médica informou a diabetes gestacional a partir da alteração de glicose e a internação ocorreu em seguida.
Três dias depois, com 39 semanas e 4 dias, houve indução do parto. Durante o expulsivo, a cabeça do bebê saiu, mas houve dificuldade com o ombro; o bracinho ficou preso e houve intervenção rápida da equipe. Raul nasceu após três horas de parto, com 55 cm de comprimento.
A mãe sofreu uma laceração grau 3, necessária sutura ainda na maternidade. A recuperação foi cuidadosa, sem complicações subsequentes, e o recém-nascido não apresentou intercorrências. Pai, familiares e equipe comemoraram a saúde de ambos.
Diagnóstico da diabetes gestacional
A diabetes gestacional é rastreada entre a 24ª e a 28ª semanas, via teste oral de tolerância à glicose. Em casos de gestação complexa, a OMS recomenda ultrassonografias para monitorar o crescimento fetal. O monitoramento pode incluir autoexame de glicose, com uso de dispositivos conforme o tipo de diabetes.
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