O Sistema das Nações Unidas alertou para o retorno iminente de El Niño e para o aumento extremo de eventos climáticos associados. A previsão é de que o fenômeno tenha 80% de chance de se formar antes de setembro e 90% de persistir até novembro, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO).
Inúmeros modelos indicam que a força da oscilação entre oceano e atmosfera deve ser, no mínimo, moderada, com possibilidade de intensidade forte. Cientistas já mencionaram que pode ser o El Niño mais intenso deste século.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o mundo precisa tratar o fenômeno como uma crise climática urgente. Segundo ele, as condições de El Niño podem intensificar o aquecimento global e ampliar impactos, com efeitos que se distribuem rapidamente.
A WMO também aponta temperaturas elevadas previstas para quase todas as regiões nos próximos três meses, associadas a maior probabilidade de chuvas extremas e secas. A natureza do El Niño varia de evento para evento, mas costuma aumentar chuvas em partes da América do Sul, sul dos EUA, Chifre da África e Ásia Central.
Áreas com maior probabilidade de choques climáticos incluem, com maior incidência de precipitações, regiões da América do Sul e da África Oriental, além de áreas da Ásia Meridional. Em contrapartida, áreas da América Central e do Norte da América do Sul costumam enfrentar condições mais secas.
A situação coincide com um início de ano caracterizado por temperaturas recordes na Europa Ocidental, com maio especialmente quente no Reino Unido e na Irlanda. Observadores estimam que, com El Niño, o planeta pode chegar a um novo ano recorde de calor ainda neste século, possivelmente já em 2027.
Especialistas do setor energético e climático destacam impactos potenciais sobre a produção de alimentos, já pressionada por guerras e interrupções na fertilizante. A expectativa é de aumento de extremos climáticos e de pressão sobre cadeias de suprimento.
DuranteEl Niño, ventos que movem águas quentes para o oeste batizam a superfície oceânica, elevando temperaturas da água na região central e leste do Pacífico. Esse aquecimento também pode influenciar padrões de furacões no Pacífico, com efeitos difusos pelo globo.
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