Em 2001, o mergulhador David Harasti avistou um peixe pequeno no fundo da Grande Barreira de Corais, perto da costa de Papua Nova Guiné. Ele não conseguiu identificá-lo de imediato, mesmo após consulta a diversas referências.
Ao retornar à superfície, Harasti manteve a curiosidade. Ao longo de anos, outros mergulhadores relataram observações similares na Austrália, Papua Nova Guiné, Fiji e Tonga, sem consenso sobre a natureza do animal.
Agora, 25 anos depois, pesquisadores confirmaram que se tratava de uma espécie ainda desconhecida. O peixe recebeu o nome Solenostomus snuffleupagus, em alusão ao personagem da Vila Sésamo.
Descoberta e identificação
O estudo assinado por Harasti documenta pela primeira vez a existência da espécie, que pertence aos peixes-cachimbo-fantasma, grupo de animais camuflados próximos aos cavalos-marinhos.
A nova espécie mede apenas alguns centímetros e apresenta estruturas filiformes na superfície. Suas tonalidades variam entre o laranja e o vermelho, ajudando na camuflagem entre corais.
Características e contexto
O Solenostomus snuffleupagus é um exemplar de tamanho reduzido dentro de seu grupo. A combinação de camadas de camuflagem e cores discretas facilita a invisibilidade entre a vegetação subaquática.
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