Em 1907, garimpeiros encontraram cristais azuis nas montanhas do condado de San Benito, na Califórnia, inicialmente acreditando tratar-se de safiras. O material foi identificado mais tarde como um silicato novo, composto de bário e titânio.
Foi o pesquisador George Louderback quem confirmou tratar-se de uma formação mineral inédita. O silicato forma-se em rochas de serpentinito sob condições extremas de pressão e temperatura, ambiente geológico pouco comum.
Descoberta e natureza do mineral
A gema tornou-se conhecida pela fluorescência sob luz ultravioleta. Em iluminação de ondas curtas, o cristal emite uma luz azul intensa, destacando-se no escuro.
Características para joalheria
Por ter dureza moderada, exige proteção em anéis; é mais usada em colares e brincos de luxo. A lapidação é desafiadora devido ao pleocroísmo, que varia conforme o ângulo de visão.
Mercado e disponibilidade
A Dallas Gem Mine foi a única mina comercial com qualidade de gema, agora fechada. Assim, as amostras disponíveis no mercado global são limitadas e disputadas em leilões.
Legado
A gema foi registrada como a joia oficial do estado da Califórnia, destacando-se pela raridade e pela origem geológica única. Seu valor tende a crescer conforme a procura por peças históricas de minerais se intensifica.
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