O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, decidiu desmantelar uma rede de observação oceânica avaliada em US$ 368 milhões. O sistema foi instalado há uma década para monitorar ecossistemas marinhos, ambientes costeiros e correntes que influenciam o clima global. A remoção afetará dados de longo prazo sobre o oceano.
A rede, financiada pela NSF, está ligada a mais de 900 instrumentos de águas profundas ancorados em várias regiões, incluindo a costa do Oregon, Washington, Alasca, Carolina do Norte e uma área entre Groenlândia e Islândia conhecida como mar de Irminger. A retirada deve começar neste mês.
A equipe de pesquisadores depende desses dados para entender como o oceano absorve gases de efeito estufa, medir mudanças na temperatura e avaliar impactos na pesca, bem como sinais de alterações climáticas. A região do mar de Irminger tem papel crucial na Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico.
Desmobilização e localização das amarrações
Segundo a NSF, a decisão de desmontar a Iniciativa de Observatórios Oceânicos visa acelerar prioridades científicas e gerir melhor o portfólio de infraestrutura de pesquisa. O processo envolve a remoção de instrumentos ancorados com sensores que vão desde a superfície até milhares de metros de profundidade.
A operação, prevista para durar cerca de 15 meses, manterá ativos apenas alguns dispositivos em regiões específicas, incluindo vulcões submarinos ativos no Oregon até 2028. As amarrações estão fixadas a 2.800 metros de profundidade e conectam cabos a veículos robóticos que coletam dados.
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