Depois de décadas de debate, o Brasil passou a ter montanhas reconhecidas oficialmente. A mudança ocorre com a implantação do Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo (SBCR) pelo IBGE, que define critérios para relevo nacional.
A novidade oficial permite classificar formas do relevo como montanhas, planaltos, planícies e outras. A definição de montanha envolve diferença de altura em relação ao terreno vizinho, encostas íngremes e topo pontiagudo, além de integrar um conjunto montanhoso ou serra.
Segundo o SBCR, uma montanha deve ter, no mínimo, 300 metros de desnível em relação ao entorno, com encostas íngremes e topo característico. Formações como o Dedo de Deus passaram a integrar formalmente essa categoria, embora nem todos os picos tenham atendido aos critérios.
O que muda na geografia brasileira
O IBGE descreve as montanhas presentes em 14 estados, com Rio de Janeiro concentrando a maior parcela. Minas Gerais, Bahia e Ceará podem abrigar áreas montanhosas extensas, segundo o mapeamento. Planaltos, planícies e superfícies rebaixadas ganham também definições padronizadas.
Entre os exemplos, alguns picos da Amazônia passam a integrar a categoria, enquanto montanhas já conhecidas como Monte Roraima, Pão de Açúcar e Pico do Cabugi ficam de fora por não atenderem a todos os requisitos técnicos.
Cronograma e impactos
O mapeamento completo do relevo, segundo o IBGE, deve ser finalizado ainda em 2026. A nova metodologia impacta a leitura do território, a educação geográfica e futuros estudos sobre a evolução das formas de relevo no Brasil.
As mudanças não apenas padronizam a classificação, mas também ajudam a orientar políticas públicas, educação e pesquisa sobre a formação e a ocupação de áreas montanhosas no país.
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