Um fóssil de 415 milhões de anos foi identificado como pertencente ao maior escorpião já visto na Terra. A confirmação ocorreu por meio de estudo publicado na revista Palaeontology, em 2 de junho. O exemplar foi encontrado no Canadá, em 2015, e já era conhecido, mas a verdadeira identidade permanecia obscura.
O fóssil bem preservado mede pouco mais de um metro de comprimento, com pinças de 16 centímetros. Atribuído à espécie Eramoscorpius, o animal viveu durante um período em que a vida na terra ainda engatinhava. Estudos anteriores haviam sugerido outro parentesco, mas a nova análise o classificou com precisão.
A descoberta traz luz sobre a colonização de ambientes terrestres por animais complexos e ajuda a entender como grandes predadores surgiram nesse momento da história da Terra. O estudo contou com análise de vários fósseis para confirmar a identificação e revelar detalhes do tamanho e da morfologia.
Descoberta e confirmação
Segundo o pesquisador e curador de artrópodes fósseis do Museu de História Natural de Londres, a identificação reforça a ideia de que o grupo dos escorpiões pré-históricos alcançou grande porte cedo na evolução terrestre. A pesquisa destaca ainda que esse período pode ter sido favorecido pela ausência de grandes predadores competidores.
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