O país confirmou a presença do New World screwworm, commonmente chamado de nosH screwworm, em um bezerro no sul do Texas. A detecção dispara medidas de contenção para evitar novo surto. A prática empregada é a liberação de grande quantidade de moscas adultas estéreis.
O inseto parasita se reproduce em feridas de animais de sangue quente. Fêmeas colocam ovos, que viram larvas que atacam tecidos vivos. Moscas adultas não se alimentam de carne, mas o ciclo reprodutivo é crucial para a propagação.
O histórico mostra controle bem-sucedido pela técnica de insetos estéreis, desenvolvida pelo USDA nas décadas de 1950, que interrompe a reprodução e faz a população cair. A abordagem já salvou rebanhos inteiros ao redor do Caribe e do sul dos EUA.
Produção e medidas de contenção
A realização de um surto levou o USDA a cercar a área em um raio de cerca de 20 km ao redor do bezerro infectado e a realizar liberações direcionadas de moscas estéreis. Na área, já são pulverizados 4 milhões de moscas estéreis por semana.
Para impedir a expansão para o norte, em fevereiro o serviço ajustou sua estratégia para concentrar esforços na região da fronteira EUA-México. A meta é distribuir cerca de 400 milhões de moscas estéreis por semana.
A produção interna é limitada: apenas cerca de 100 milhões de moscas estéreis por semana são geradas em uma instalação conhecida, localizada no Panamá. A capacidade precisa é um gargalo importante.
O USDA investe US$ 21 milhões para renovar uma fábrica existente no México, metamando-a para produzir de 60 a 100 milhões de moscas por semana. A futura operação está prevista para este verão.
Além disso, o órgão trabalha na construção de uma nova instalação de moscas estéreis em Texas, no Moore Air Base, em Edinburg, com orçamento de US$ 750 milhões. A obra deve ficar pronta até novembro de 2027.
Militares e autoridades sanitárias ressaltam que insetos estéreis não afetam alimentos e não infectam pessoas, apenas interrompem a reprodução dos parasitas. Casos humanos já foram registrados em México e América Central desde 2023, com milhares de ocorrências.
Perspectivas e monitoramento
Especialistas afirmam que a erradicação é possível, mas casos adicionais podem ocorrer antes do controle completo. A fêmea pode botar centenas a milhares de ovos por vez, facilitando a expansão entre locais e hospedeiros. A vigilância continua sendo essencial.
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