O estudo, realizado na Universidade de Rochester e publicado no Journal of the National Comprehensive Cancer Network, aponta que a prática regular de atividade física pode reduzir danos cognitivos associados à quimioterapia. O fenômeno, conhecido como chemobrain, envolve memória, atenção e velocidade de raciocínio.
Foram monitorados 687 pacientes em tratamento quimioterápico, divididos em dois grupos. Um manteve a terapia a cada duas semanas; o outro seguiu uma prescrição de exercícios simples, com caminhada e resistência feita em casa, ao longo de seis semanas.
Ao fim do período, o grupo ativo reportou menor declínio cognitivo e fadiga mental, caminhando em média 5.000 passos diários. O grupo sedentário apresentou redução da marcha ao longo do estudo, sem mudanças significativas na prática de exercícios.
O que acontece e por que importa
O chemobrain ainda não tem diagnóstico por exames e envolve alterações na memória, atenção e concentração. A principal hipótese é um estado inflamatório leve e crônico em áreas cerebrais afetadas pela quimioterapia.
Como a atividade pode atuar
Pesquisas indicam que a relação entre proteínas pró- e anti-inflamatórias do organismo pode influenciar processos metabólicos. Exercícios tendem a favorecer respostas anti-inflamatórias, o que pode mitigar danos cognitivos.
Implicações práticas e orientações
Especialistas destacam que não há tratamento definitivo para o chemobrain. Ainda assim, exercícios físicos aparecem como intervenção acessível para melhorar bem-estar. A adesão pode ser favorecida pelo acompanhamento profissional e apoio familiar.
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