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Universidades brasileiras sofrem queda nos rankings internacionais

Universidades brasileiras perdem espaço nos rankings; UFRJ recua 14 posições em pesquisa no CWUR 2026, evidenciando queda acentuada no Rio de Janeiro

Na imagem, o campus da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
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O CWUR divulgou, na primeira semana de junho, a edição 2026 do Center for World University Rankings. As informações indicam queda generalizada entre as instituições brasileiras, com destaque para o Rio de Janeiro, cuja situação é agravada no indicador de pesquisa.

Entre as federais, a UFRJ teve recuo expressivo na dimensão de pesquisa. De 2025 para 2026, a instituição caiu 14 posições no ranking de pesquisa e passou a ocupar a 407ª posição mundial no indicador. Em outras áreas, manteve posição relativa menor em educação e empregabilidade.

Desempenho por instituição

Entre as três universidades brasileiras mais bem colocadas, USP e Unicamp mantêm melhores desempenhos na pesquisa, mas ainda assim registraram quedas. A USP caiu da 81ª para a 82ª no ranking global, enquanto a Unicamp foi de 327ª para 340ª.

Cenário regional no Rio de Janeiro

Além da UFRJ, o conjunto de instituições fluminenses também recuou. A Fiocruz caiu de 634ª para 654ª, a Uerj caiu de 833ª para 850ª e a UFF de 938ª para 961ª. O desempenho reforça uma tendência de fragilidade relativa da região na comparação internacional, associada a fluxos de financiamento.

Contexto e leituras

Especialistas apontam que a diferença entre rankings internacionais e a prática acadêmica brasileira envolve o peso de indicadores de pesquisa, bem como a força de ex-alunos e o prestígio histórico. A pesquisa responde por 40% da pontuação total, mas não é o único fator.

Implicações para o cenário nacional

Ao longo dos anos, o Estado do Rio enfrenta instabilidade de financiamento à pesquisa. A ausência de continuidade orçamentária impacta a capacidade de manter produção científica de alto impacto, ainda que haja avanço em políticas de inovação.

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