Em meio aos preparativos para a Copa do Mundo 2026, cresce a importância de planejar a saúde de crianças que vão viajar para os Estados Unidos, México e Canadá, os países-sede. Além de garantir a documentação, é essencial reforçar a vacinação e a proteção contra doenças respiratórias.
Especialistas alertam para a circulação de sarampo nesses países durante o período de jogos, aumentando o risco de surtos. A orientação é manter o calendário vacinal em dia, especialmente para quem vai acompanhar as partidas de perto.
A recomendação do Ministério da Saúde é manter duas doses da vacina contra o sarampo, aplicadas conforme o calendário: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com opções de reposição quando necessário. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Pais devem priorizar a vacinação infantil contra a gripe, a Covid-19 e a pneumonia, como parte de uma estratégia de proteção respiratória durante viagens. A circulação de vírus como influenza pode ocorrer mesmo fora do período tradicional.
Para brasileiros com menos de cinco anos, é comum receber reforços periódicos de vacinas na rede pública, incluindo a pneumocócica. A transição para a vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) está prevista para a segunda quinzena de junho no SUS, substituindo gradualmente as vacinas pneumocócicas anteriores.
Além do público infantil, a nova vacina 20-valente também poderá ser indicada a indígenas acima de 5 anos sem histórico vacinal, idosos acamados com 60 anos ou mais e pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Cries. A atualização visa ampliar a proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae.
Profissionais de saúde devem comprovar duas doses da tríplice viral, independentemente da idade, reforçando a proteção em ambientes com alta circulação de pessoas. Em situações de surtos, bebês de 6 a 11 meses recebem dose zero como medida preventiva, sem substituir as doses regulares.
Para famílias que planejam viajar, vale consultar o calendário de imunizações atualizado e verificar exigências específicas de cada país sede. A comunicação com pediatras e serviços de saúde locais facilita a organização de vacinas e reforços necessários antes da viagem.
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