O estudo mostra que abelhas mamangavas resolveram um problema considerado complexo, inspirado em testes clássicos com chimpanzés, aves e elefantes. A pesquisa foi conduzida na Universidade de Turku, na Finlândia, e publicada na revista Science.
Líder do estudo, o ecólogo comportamental Olli Loukola buscou saber se insetos com cérebros muito pequenos conseguem encontrar soluções criativas para alcançar recompensas fora do alcance imediato. O experimento adaptou o teste de Köhler para insetos que voam.
O modelo inicial ensinou as abelhas a associarem um círculo azul a uma recompensa doce. Em um espaço estreito, alto demais para o voo, as abelhas empurraram uma bola de isopor até ficar sob o círculo azul e, então, subiram nela para alcançar a recompensa.
As imagens mostraram que quase 75% das abelhas resolveram o desafio na primeira versão. Apesar da possibilidade de mera manipulação, os pesquisadores repetiram o teste com barreiras para esconder parcialmente o círculo azul.
Na segunda versão, a bola também foi reposicionada, e a recompensa ficou mais distante. Mesmo assim, cerca de 80% das novas abelhas conseguiram mover a esfera até o local correto e utilizá-la para alcançar o objetivo.
Loukola avalia que os resultados indicam capacidade de resolução de problemas de forma espontânea em insetos com cérebro minúsculo. O pesquisador planeja investigar movimentos corporais e gestos que indiquem o momento da solução e, futuramente, registrar atividade cerebral das abelhas durante testes semelhantes.
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